quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Gole de sonhos!


Talvez com boa pitada de sorte
e apenas duas colheres de açúcar
Você ainda vai me reencontrar
Em algum café que se permita fumar
Sentado com as pernas cruzadas
e rabiscando uma daquelas cartas
(para ninguém ler)

E ficará me observando de longe
Meia quadra é o suficiente
para não reconhecer teu cheiro
Verá minhas mãos dançando
feito a fumaça do cigarro
E com aquele aroma de café
Que sempre me faz sorrir - sentado, sozinho.

O menino que passará
com sua bermuda primaveral
e de rabicho de olho tentando me ler
Vai atiçar a minha curiosidade
de olhar para o lado
De olhar nos olhos fugitivos dele
E assim te reconheço
A meia quadra de mim

Roubará o aroma do café
O esboço daquela carta
que se amassa entre meus dedos
O ultimo gole do amargo
descerá casado com o ultimo trago
Não resistirá em olhar nos meus olhos
E me arrancará um outro tipo de sorriso

Talvez uma poesia nascera dai
Anda tudo tão simples
Tudo tão sonhos.

(Fredericco Baggio)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Hora de refazer as malas
e não sei bem ao certo
para onde ir, o que fazer

E vem na cabeça
Um milhão de malas refeitas
E só uma despedida

Sei o que tinha no canto esquerdo
da mala (e ainda do peito)
Sei que se guarda nostalgia

(Fredericco Baggio)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vermelho




Dias como esses que pareço explodir
Em montes, mares, centros velhos
Em abandonos de pernas
Ainda sinto aquele cheiro seu
E tudo vira vermelho

Invento mais dedos que me tocam a face
Recolho as palavras antes ditas
Exponho os olhos... (há olhares distantes)
Entre eu e a gaveta tem aquilo que nos guarda
Resguarda o tempo... que é vermelho

Fredericco Baggio

(a pintura acima é uma obra de Alexandre Guimarães; prisoner, after flandrin – imagem fantasma – o retrato de oscar wilde, elegia guache, lápis e colagem de papel fotográfico sobre papel canson | 29,5x18,5cm)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sabiá



As vezes olho para esse céu
E escutando o canto da Sabiá
(Que canta há 15 dias sem parar)
Me pego pensando
No seu desespero
De olhar tanta imensidão
e não saber onde estaria o outro.
Deve ser por isso
de tanto grito e tanto canto.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

De portas abertas



Se voce estivesse aqui
Hoje iria te Bethanizar
Encheria a casa de flores
Ah... se ainda existisse...

domingo, 4 de setembro de 2011

Um silencio


Um dia voce se esquece
das musicas e sons
Um dia te ficas mudo
Pelas janelas de seu quarto
Um mundo hediondo
cheio de esperança
desnuda



sábado, 3 de setembro de 2011

Não entendo

Eu não entendo
o que fazem aqueles
que lutam tanto
Sendo que a morte
é a única certeza
dessa Vida.