
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Vida de los dos

quinta-feira, 16 de julho de 2009
eu diria ma(i)s
sábado, 13 de junho de 2009
Em ARIAL
sexta-feira, 1 de maio de 2009
DA MINHA LOUCURA

Que minha fúria de escrever
Seja apenas cigana mentira de mim
Que não seja profecia de nenhum
Que mereça mais que palavras escritas
Tem que ser recitada, falada
Que algum Bojar, ou Alexandres
Se arrepie na boca e vá além das palavras
Sangue misturado com lagrimas
Sou filho de um dicionário barato e antigo
Sem nenhuma regra de acentuação
Sou calado pela ansiedade que me interrompeu
Intrometida calma que se foi, para nunca mais voltar
Já me refiz sozinho para ninguém meter os dedos na minha loucura
Sou a terceira pessoa, a segunda e o primeiro para mim e de mim mesmo.
Sou o filho indesejado, não do parto ou gestação
Mas do crescido que me tornei
Renitente e sem asas que voa por ai.
Sem chão, nem teto... sem rumo.
Filho do mundo por opção
Olhar serrado de Deus
Abranjo com meus próprios erros
Das decisões que os outros tomam pra seguir.
Eu já chorei em janelas sem nenhuma paisagem
Por imaginar a melhor de uma delas
Já reguei plantas mortas e secas
Já rasguei folhas em branco por não ter poesias.
Andar na contra-mão para todos me olharem de frente
Mas nada adianta nada... nessa vivacidade loucura
Ela tem que ser vivida, cumprida e larga
Onde não caberão mais palavras, sorrisos amarelados
Quero a sinceridade da psicologia que não me explica
A falta da Fé de quando estou ajoelhado
A resposta das perguntas que me faço aos milhares
Chega de poesia barata e acentuada
Quero a mentira ilusionada da felicidade
As promessas cumpridas antes mesmo de feitas
Vou fumar até que um Santo apague meus cigarros.
Uma aurora boreal a cada milésimo de segundo
Quero ver Deus e o Diabo brigarem embaixo do meu nariz
As explicações do monstro que vejo no mesmo espelho.
Um parto acontecendo ao inverso para compreender a Vida.
E pelo menos uma, apenas uma declaração sincera
Seja de Amor ou de despedida.
(Fredericco Baggio)
sábado, 4 de abril de 2009
O OUTRO.

Errar só pode ser consequência de não esperar o tempo passar.
Porque age na frente do relógio, com a sensação dele ter quebrado.
Quebra o tempo, a barreira de espaço e a própria cara.
_ Mas já está feito!
diz o outro
Não indagou enquanto podia falar.
O tempo passa e fica apenas com os batimentos aflitos do coração.
Arruma as malas e não tira nada de dentro delas.
_ Você não cansa de se procurar nos cantos da sua cabeça?
Mala no canto da sala e volta a tocar a mesma musica.
O tempo não passa onde não tem mar.
Chove por esperança que tudo se alague
_ Você é o seu próprio lar.
Afoga... em xícaras sujas de café solúvel.
Reconhece no próprio desespero o corpo parado.
Sentado há dias, em vertigem pelo seus pensamentos.
_ Olhe para frente, disse para frente.
Tenta mas sempre há um vento soprando a nuca.
De modo à esfriar a alma e olhar para atrás.
Calafrios e já não lembra das coisas ruins.
_ Você pode até se atravessar.
Inconcluso porém preciso na sua decisão
Sai do sofá, caminha pela sala vazia
Como fosse tomar uma outra decisão, para.
_ De alguns passos até a sacada.
Respira e inspira fundo, percorre o corredor
olha profundamente para os olhos do outro
com o dedo apontado numa força bruta... para o espelho e diz:
_ Não mate meu silencio de corrigir!
Fredericco Baggio
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O CADERNO AZUL

terça-feira, 20 de janeiro de 2009
é Bala... Garoto!

Sempre tem uma bala
Na agulha dos meus olhos
Cuidado Garoto!
Há sempre uma poesia
Pra te colocar no meio
Entre meus joelhos
Há sempre um travesseiro
(cheio de pena pesadas e sonho)
Entre minhas pernas
Seus sonhos pousados
Em minhas panturrilhas
Cuidado Garoto!
Tem mais de uma bala
Nos dedos dos pés
Pólvora feita de efeito
Pó de asas de borboletas
Que já estão mortas
Numa coleção idiota
De armas de fogo
Cuidado Garoto!
Atiro em banhos infernais
Com álcool e aditivos
Para ver se limpa tua alma
(em palavras atropeladas)
dos intervalos que te dou
Há balas que são mais viscerais
Do que líquidos que te escorrem
Daquilo que você diz salvar
Cuidado Garoto!
A Vida só foi feita para um dia acabar.


