segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vida de los dos




Ya hablan la misma lingua
Comparten de lo mismo pan, savanas
Ceniseros, las monedas
Comparten de palabras distintas
de dististas carreras
Las mismas ropas y tienem numeros
distintos de los zapatos
de cuentas y documentos

Olvidaran algun pasado
en un intento de lograr un bueno futuro.
(pero no se nota negun pasado...)

Mira uno en los ojos del otro
No se conecen ...
las palabras son perdidas
en medio de las ropas sucias
Los vasos llenos
de soledad y nostalgia
acompañada por el humo...
los temas en tres lenguas
con el olor de café
y alguna poesia
Las dolores y colores
que cambian y calientan
uno silencio de los dos
En uno silencio de dos amantes
que se desconocen
que se Aman demasiado
que se enamoran
por eso el desconocimiento.

Fredericco Baggio

quinta-feira, 16 de julho de 2009

eu diria ma(i)s



Expressaria mais e mais de mim
Se não fosse só por mim
Mas a quem importa?
Importa a poesia alheia?
A quem importa a vida alheia?


sábado, 13 de junho de 2009

Em ARIAL





Ele cortou os punhos
de paixão a Vida
e é para ela nunca
deixar as giletes
das verdades acostadas
no espelho
de um banheiro
sujo!

FREDERICCO BAGGIO

sexta-feira, 1 de maio de 2009

DA MINHA LOUCURA

 

Que minha fúria de escrever

Seja apenas cigana mentira de mim

Que não seja profecia de nenhum

Que mereça mais que palavras escritas

Tem que ser recitada, falada

Que algum Bojar, ou Alexandres

Se arrepie na boca e vá além das palavras

Sangue misturado com lagrimas

Sou filho de um dicionário barato e antigo

Sem nenhuma regra de acentuação

Sou calado pela ansiedade que me interrompeu

Intrometida calma que se foi, para nunca mais voltar

 

Já me refiz sozinho para ninguém meter os dedos na minha loucura

Sou a terceira pessoa, a segunda e o primeiro para mim e de mim mesmo.

Sou o filho indesejado, não do parto ou gestação

Mas do crescido que me tornei

Renitente e sem asas que voa por ai.

Sem chão, nem teto... sem rumo.

Filho do mundo por opção

Olhar serrado de Deus

Abranjo com meus próprios erros

Das decisões que os outros tomam pra seguir.

 

Eu já chorei em janelas sem nenhuma paisagem

Por imaginar a melhor de uma delas

Já reguei plantas mortas e secas

Já rasguei folhas em branco por não ter poesias.

Andar na contra-mão para todos me olharem de frente

Mas nada adianta nada... nessa vivacidade loucura

Ela tem que ser vivida, cumprida e larga

Onde não caberão mais palavras, sorrisos amarelados

Quero a sinceridade da psicologia que não me explica

A falta da Fé de quando estou ajoelhado

A resposta das perguntas que me faço aos milhares

 

Chega de poesia barata e acentuada

Quero a mentira ilusionada da felicidade

As promessas cumpridas antes mesmo de feitas

Vou fumar até que um Santo apague meus cigarros.

Uma aurora boreal a cada milésimo de segundo

Quero ver Deus e o Diabo brigarem embaixo do meu nariz

As explicações do monstro que vejo no mesmo espelho.

Um parto acontecendo ao inverso para compreender a Vida.

E pelo menos uma, apenas uma declaração sincera

Seja de Amor ou de despedida.


(Fredericco Baggio)

sábado, 4 de abril de 2009

O OUTRO.




Errar só pode ser consequência  de não esperar o tempo passar. 

Porque age na frente do relógio, com a sensação dele ter quebrado.

Quebra o tempo, a barreira de espaço e a própria cara.


_ Mas já está feito!

 diz o outro 


Não indagou enquanto podia falar.

O tempo passa e fica apenas com os batimentos aflitos do coração.

Arruma as malas e não tira nada de dentro delas.


_ Você não cansa de se procurar nos cantos da sua cabeça?


Mala no canto da sala e volta a tocar a mesma musica.

O tempo não passa onde não tem mar.

Chove por esperança que tudo se alague


_ Você é o seu próprio lar.


Afoga... em xícaras sujas de café solúvel.

Reconhece no próprio desespero o corpo parado.

Sentado há dias, em vertigem pelo seus pensamentos.


_  Olhe para frente, disse para frente.


Tenta mas sempre há um vento soprando a nuca.

De modo à esfriar a alma e olhar para atrás.

Calafrios e já não lembra das coisas ruins.


_ Você pode até se atravessar.


Inconcluso porém preciso na sua decisão

Sai do sofá, caminha pela sala vazia 

Como fosse tomar uma outra decisão, para.


_ De alguns passos até a sacada.


Respira e inspira fundo, percorre o corredor

olha profundamente para os olhos do outro

com o dedo apontado numa força bruta... para o espelho e diz:


_ Não mate meu silencio de corrigir!



Fredericco Baggio


quarta-feira, 1 de abril de 2009

O CADERNO AZUL





Eu tenho um caderno azul... que penso que jamais será lido.
Não enquanto estiver vivo ou sem tamanha intimidade, como a de E. P. (poeta e irmão).
E. P. é um dos raros que não julga... espera quieto o tempo passar... e até mesmo quando sua ansiedade o corroí... ele dá um sorriso.
Puro egoísmo meu, eu até sei disso. Não mostro!

Mas neste caderno azul... me esqueci por completo de metáforas e trocadilhos... o que me fazia esquecer e dizer minhas verdades.  Pintei (com palavras) toda raiva, magoa, magia e fúria que já senti.
No caderno azul... eu me confesso... sem pudores. Eu me cresço e nem como. Fumo e choro. 
Envelheço cerca de 10 anos nele.
Perco palavras... por influencia da outra língua falada, ouvida e gritada. Me perco e me acho.
No caderno azul... voltei na era da caneta. Uma tentativa até de melhorar a caligrafia ruim. 

É quase um diário de palavras nada doces e datas para melhorar a memória. Divide comigo o que não suporto em mim. É meu espelho com capacidade que vai além de qualquer microscópio eletronico... ou qualquer outra tecnologia avançada. É para dentro e do que me lembro, sem nenhuma poesia ainda.

Com ele na frente, sinto culpa até de escrever aqui. Pinto as coisas mais feias e mais belas que já vi, ouvi, vivi. Coloco nele o que está por vir... eu sonho escrevendo!

Ele carrega a carga daquilo que não posso suportar em mim sozinho. Não me olha de revés, não me cobra de nada e, as vezes, o pego me chamando:
_¨Me usa, me usa, me usa¨

Me cobro... para escrever dele... que já uma parte de mim.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

é Bala... Garoto!







Sempre tem uma bala
Na agulha dos meus olhos
Cuidado Garoto!
Há sempre uma poesia
Pra te colocar no meio
Entre meus joelhos
Há sempre um travesseiro
(cheio de pena pesadas e sonho)
Entre minhas pernas
Seus sonhos pousados
Em minhas panturrilhas
Cuidado Garoto!
Tem mais de uma bala
Nos dedos dos pés
Pólvora feita de efeito
Pó de asas de borboletas
Que já estão mortas
Numa coleção idiota
De armas de fogo
Cuidado Garoto!
Atiro em banhos infernais
Com álcool e aditivos
Para ver se limpa tua alma
(em palavras atropeladas)
dos intervalos que te dou
Há balas que são mais viscerais
Do que líquidos que te escorrem
Daquilo que você diz salvar
Cuidado Garoto!
A Vida só foi feita para um dia acabar.


Fredericco Baggio